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Freguesias

  • União de Freguesias de Silva e Águas Vivas

    Silva

    Também conhecida por S. Pedro da Silva, situada na região poente do território, distante de Miranda do Douro de cerca de 20 km, sendo a ligação assegurada pela E.M.568. Fazem ainda parte desta freguesia os lugares de Fonte Ladrão e Granja.

    A comunidade começou a aumentar em finais do século XV, com a entrada dos judeus em Portugal, depois de serem expulsos de Espanha pelos reis católicos no ano de 1492. Em 1497 deixaram Portugal por ordem de D. Manuel, muitos ficaram por cá, disfarçados de cristãos novos.

    A sua igreja pertenceu à ordem de Malta, que tinha a capital da comenda na vila de Algoso, a cuja freguesia Silva pertencia. Ainda na primeira metade do séc. XIX passou a ser integrada no concelho de Miranda, ao qual ainda hoje está ligado. No termo da aldeia da Granja, perto do limite dos concelhos de Miranda e Vimioso existem algumas grutas naturais que têm vindo a ser descobertas desde o início do século. As que se conhecem são compostas por formações calcárias, com restos de estalactites e estalagmites, de formação muito remota e deslumbrante beleza. Estas estão situadas perto da antiga capela de Santo Adrião, sendo conhecidas por minas de Santo Adrião.

    Património:
    Santuário de Nossa Sr.ª do Rosário, capela de Santa Ana, igreja Matriz de São Pedro, Granja e Fonte Ladrão, cruzeiros, grutas com estalactites, fontes e parque de merendas da Reboleira.

    Anexas: Águas Vivas, Fonte Ladrão, Granja.

    Orago: S. Pedro

    Área: 3114 ha

    Atividades Económicas: Agricultura, olivicultura, pecuária, extracção de cortiça e de granitos.

    Coletividades: Associação Cultural e Recreativa de S. Pedro da Silva; Associação de Caça e pesca.

    Festas: Festa dos Reis (6 de Janeiro); Festa de Nossa Senhora do Rosário (1º domingo de Maio); Festa de São Pedro (29 de Junho); Festa de Santa Bárbara (1º domingo de Agosto); Festa de Santa Marinha (Agosto).

     

    Águas Vivas

    Águas Vivas deve o seu nome às numerosas nascentes de água que surgem à superfície, que devido às emblemáticas qualidades terão dado origem, suscitado o interesse e motivo de fixação nesta localidade.

    Na primeira metade de século XX Águas Vivas, graças à exploração mineira do volfrâmio, também chamado tungsténio, tornou-se um importante local desta atividade mineira no nordeste transmontano, onde acorreram muitas pessoas para aí trabalharem.

    Águas Vivas é um centro rural inserido no planalto mirandês, predominantemente ligado à agricultura e na aldeia existem algumas empresas, nomeadamente um aviário de grandes dimensões e uma unidade de transformação de carnes e produção de fumeiro.

    A construção civil tem um papel importante na economia local, pelo que os habitantes gostam de afirmar que na localidade “não há desemprego nem subemprego”.

  • União de Freguesias de Sendim e Atenor

    Sendim

    Sendim (em mirandês Sendin) é uma vila e freguesia portuguesa do concelho de Miranda do Douro, com 38,31 km² de área e 1432 habitantes.
    Elevada a vila em 1989, é parte integrante da área em que se fala o mirandês, na sua variedade sendinês.

    A freguesia de Sendim está inserida na zona do Parque Natural do Douro Internacional, uma zona rica em fauna e flora. É uma vila situada a poucos quilómetros do rio Douro e que como tal se identifica com as arribas, sendo mesmo denominada pelos seus habitantes como a “Capital das Arribas”. As rochas que constituem as margens do Rio, proporcionam vistas magníficas.

    Atenor

    Atenor é uma freguesia do concelho de Miranda do Douro, que se situa no extremo Poente- Sul do mesmo, numa encosta rural, de características rurais junto de solos com boa aptidão agrícola. Dista da cidade de Miranda do Douro cerca de 28 quilómetros.

    O seu topónimo tem uma origem desconhecida, sabendo-se apenas que é muito antigo, como comprovam documentos medievais e as inquirições de D. Afonso III, pois é referido neles.

    Sabe-se que o estudo da Comenda de Algoso da Ordem de Malta poderá clarificar essa questão futuramente.

    O povoamento da freguesia iniciou-se na idade do Cobre tal como atestam os vestígios arqueológicos encontrados, tendo sido habitada também nos períodos Pré-romano, Romano e Medieval, até à época contemporânea. Não se poderia deixar de referir que a povoação atual não coincide com o local onde se encontram os vestígios referidos, mas nas imediações dos mesmos.

    Património : Igreja Matriz, Capela de Santo Cristo, Fonte Romana. Há vestígios de um Castro (Ervideiros) e de um povoado romano (Castrolouço) e foi encontrada arte rupestre, nos abrigos da Ribeira das Veigas e da Ribeira de Vale de Palheiros. Por sua vez, no lugar de Teixeira podemos admirar a sua lindíssima igreja de portal gótico com os seus frescos.

    Anexa: Teixeira

    Orago: Nossa Srª das Candeias / S. Bartolomeu

    Área: 2311 ha

    Coletividades: Ass. Cult. e Desportiva de Atenor; Ass. Cult. Desportiva de Teixeira; Ass. Caçadores Terra Quente Mirandesa; AEPGA- Ass. Estudo e Protecção Gado Asinino;

    Festas: Nossa Senhora da Purificação e de Santa Bárbara (entre o dia 15 e 20 de Agosto).

     

  • União de Freguesias de Constantim e Cicouro

    Constantim

    Constantim dista da sede de concelho cerca de 16 km. Desde cedo, o homem escolheu esta terra para se fixar, muito provavelmente devido à existência de linhas de água que dotavam os solos de ótimas aptidões agrícolas. Provas do povoamento longínquo desta região são os vestígios de um Castro romanizado que se encontra no outeiro da capela de Nossa Senhora da Luz a nordeste do aglomerado populacional.

    Há já referências da população de Constantim em 1801, altura em que tinha 325 habitantes (177 mulheres e 148 homens), distribuídos por oitenta e cinco fogos. Este número revela um universo populacional bastante significativo para a época, muito provavelmente devido às já referidas boas qualidades do solo.

    Património: Esta freguesia tem uma grande riqueza a nível do património, salientando-se a Igreja Matriz de Nossa Senhora da Assunção, as capelas da Santíssima Trindade, de Nossa Senhora das Dores e da Piedade, a Capela de Nossa Senhora da Luz, o calvário, cruzeiros, fontanários, castro, diversos vestígios arqueológicos, museu das tradições e parque de lazer (no Vale dos Lagonalhos).

    Orago: Nossa Senhora da Assunção

    Área: 2222 ha

    Colectividades: Associação Cultural de Constantim; Associação de Caça e Pesca; Gaiteiros de la Raia – Associação de Artesanato e Cultura;

    Festas: São João; Romaria de Nossa Senhora da Luz (último domingo de Abril); Festa do Mono e da Mona (3º domingo de Setembro); Ceia das morcelas (29 de Dezembro); Festa dos Moços (28 de Dezembro).

    Cicouro

    Cicouro situa-se a uma distância de cerca de dezanove quilómetros da sua sede concelhia, com características rurais. Está limitada pelas freguesias de São Martinho, Constantim e por terras vizinhas de Espanha.

    O território que compreende a atual freguesia de Cicouro terá sido habitado mesmo antes da formação da nacionalidade. Este facto, é testado pelos diversos vestígios arqueológicos que se encontram nesta região. Na área da própria freguesia, o destaque é dado às marcas de uma antiga Via Romana.

    Património: Do edificado de feição erudita assinalam-se as edificações de carácter religioso (Igreja Matriz de São João Baptista e Capela de Santo Amaro), bem como cruzeiros. Isolado no topo de um cabeço, vê-se um amontoado de pedras que o povo chama “Castelo da Serra de Cicouro”. Existem exemplos interessantes sob o ponto de vista da tipologia da arquitetura popular local, e neste campo poderemos fazer referência para figuras talhadas na pedra, nas ombreiras de algumas portas, de características e origem na tradição cultural popular. Do património arqueológico destacam-se os vestígios notáveis de uma antiga Via Romana existente nas proximidades deste aglomerado.

    Orago: S. João Baptista

    Área: 1451 ha

    Atividades Económicas: Agricultura, pecuária, carpintaria, artesanato e construção civil.

    Colectividades: Ass. Cultural Cicourense; Ass. Caçadores de Cicouro.

    Festas: St.º António (10 Janeiro); S. João (24 Junho); St.º Amaro (Dom. próx. 15 Agosto); N. Sr.ª Fátima (Maio e Outubro); N. Sr.ª Rosário (últ. Dom. Outubro).

  • União de Freguesias de Ifanes e Paradela

    Ifanes

    Sede e único aglomerado populacional de uma freguesia situada na região norte do território do Concelho, Ifanes é servido pela E.M.542 que atravessa o seu núcleo na direção sul-norte, e dista cerca de 11 km de Miranda do Douro.

    Terra de origens remotas, Ifanes foi povoada pelo Homem desde eras muito recuadas, como nos atestam as várias esculturas rupestres descritas pelo Abade Baçal. As “Três Pegadas” como o povo as designa e a “Ferradura” são consideradas as mais significativas.

    Em 1211, a povoação de Ifanes foi doada por D. Sancho I aos frades do Mosteiro leonês de Moreruela.

    Pouco tempo depois, em 1220, D. Pelayo de Moreruela, o abade deste mosteiro, deu foral à “vila de Ifanes em Portugal”. Apenas em 1545, com a criação da diocese de Miranda, Ifanes deixou de pertencer a Moreruela.

    Património: Existem nesta freguesia bons exemplos de edificações características da arquitectura popular e algumas de carácter religioso e feição erudita, assinalando-se a este nível a igreja Matriz de S. Miguel, as duas capelas (S. Bartolomeu e S. Roque) e alguns cruzeiros, estes traduzem a importância religiosa na cultura desta região.

    Há importantes achados de valor histórico-cultural, de que são exemplos uma povoação castreja (Castrilhouço), um povoado romano (Touro) e esculturas rupestres, o santuário proto-histórico / romano “a Fraga da Rodela”, perto da igreja.

    Orago: S. Miguel

    Área: 2851 ha

    Atividades Económicas: Agricultura, pecuária (bovinos e ovinos), artesanato em madeira, indústria de extração de granito e panificação.

    Coletividades: Associação Cultural e Recreativa “Os Infantes”; Associação de caça e pesca.

    Festas: S. Sebastião (3º fim de semana Janeiro); N. Sr. Piedade (últ. Dom. Maio); Stª Catarina (25 Nov.).

     

    Paradela

    No extremo nordeste do território, no ponto mais oriental de Portugal, primeira localidade onde nasce o Sol neste país. Encontra-se a cerca de 16 km da sede de concelho sendo o acesso rodoviário a este pequeno aglomerado garantido pela E.M.542 a partir de Ifanes.

    A avaliar pelos vestígios arqueológicos encontrados na região, o primitivo povoamento desta terra deve remontar, pelo menos, à época celta. A continuidade dessa fixação humana foi assegurada pelo período de dominação romana, da qual também existem indícios arqueológicos. O território passou depois pela dominação germânica e, mais tarde pela árabe, cuja influência se reflete na toponímia.

    As minas de estanho que existem na localidade foram, no passado atividade de grande importância. Uma das primeiras referências à existência destas minas é feita num decreto de 6 de Fevereiro de 1855, no qual se atribuía a concessão da sua exploração a um português e dois espanhóis, os autores da descoberta.

    Património: Magnífica vista para o Douro, cujo nome é Miradouro da Penha das Torres (onde o rio Douro entra em Portugal). Podemos visitar a igreja Matriz, capela do cemitério, Cruz do Pendonico, fonte da Preguiça, casa do Dízima, Penha do Mouro, vestígios romanos e moinhos de água.

    Orago: Santa Maria Madalena

    Área: 1384 ha

    Atividades Económicas: As principais atividades económicas da região são: a agricultura, pecuária, construção civil e comércio.

    Serviços: Serviço de recolha de lixo; Rede pública de abastecimento de água e de águas residuais; Café.

    Coletividades: Associação Cultural e Fronteiriça de Paradela; Grupo de danças mistas.

    Festas: Festa em honra de S. Sebastião (20 de Janeiro); Festa em honra a Nossa Senhora da Ascensão (último Domingo de Agosto).

  • Duas Igrejas

    Situada a ocidente da sede do Concelho, é constituída pelos lugares de Duas Igrejas, Cércio, Vale de Mira e Quinta do Cordeiro. A principal povoação da freguesia, a qual lhe dá nome, dista 10 km da cidade de Miranda, e no dizer do Abade Baçal, “ este povo estende-se pelas margens de uma linha de água, em longo vale abundantemente povoado de negrilhos, que lhe dão belo aspecto de alameda”.

    É muito remoto o povoamento do território desta freguesia como atesta a sua rica e variada arqueologia. Desde muito cedo a povoação de Duas Igrejas começa a ser citada em documentos medievais; também muito antiga é a povoação de Cércio, freguesia há muito extinta, que aparece por várias vezes nas inquirições de D. Afonso III, no ano de 1258. Durante a Guerra dos sete anos a casa paroquial de Duas Igrejas foi a sede do quartel-general do Marquês de Sárria.

    Duas Igrejas possui a sua linda igreja medieval e tudo o que personaliza a alma mirandesa. Poderá ainda apreciar-se uma curiosa gruta com vestígios de arte rupestre, com o nome de “ Abrigo da Solhapa”.

  • Genísio

    No limite poente do concelho, implantado numa área de planície junto da E.N.218 (importante via que cruza o território nesta direção no sentido Miranda – Vimioso) que o atravessa. Dista da sua sede de concelho cerca de 14 km.

    De características marcadamente rurais, com as suas várzeas agrícolas, este aglomerado é sede de freguesia de que faz ainda parte o lugar anexo de Especiosa.

    A existência de Genísio como povoação é de origem medieval. Em 1262, Ruy Pays e Orroca Afonso doavam ao mosteiro de Moreruela tudo quanto tinham em Genísio. Assim, a povoação de Genísio passou a pertencer ao mosteiro de Moreruela até à altura da criação da diocese de Miranda em 1545.

    Património: Na freguesia de Genísio podemos visitar a igreja Matriz de Santa Eulália e Igreja de S. Genísio da Especiosa, as capelas de Santa Cruz e são Ciríaco e o museu rural (Lagar) da freguesia.

    Anexa: Especiosa

    Orago: Santa Eulália

    Área: 2982 ha

    Actividades Económicas: Agricultura, pecuária e o artesanato.

    Colectividades: Associação Cultural e Recreativa “Sol Nascente de Genísio”; Associação Cultural e Recreativa da Especiosa.

    Festas:

    • Especiosa: Santo Amaro (15 de Jan.); São Gregório (início de Ago.); N. Srª da Conceição (8 de Dez.).
    • Genísio: N. Srª das Candeias (2 Fev. ou fim-de-semana mais próximo); Santa Bárbara e São Bartolomeu (início de Ago.).
  • Malhadas

    Situada numa região relativamente plana com capacidade agrícola, de características rurais, na zona central do concelho. É ainda hoje um dos mais importantes aglomerados do concelho.

    Distante da sede do concelho 9 km, sendo o acesso garantido pela E. N. 218 que lhe assegura ligação ao exterior no sentido este-oeste a Vimioso. Terra de remoto povoamento, que nos é testemunhado pelos diversos vestígios arqueológicos encontrados na região. No princípio da monarquia portuguesa, D. Sancho I doou esta terra a D. Nuno de Zamora, D. Pedro Ponce, D. André, D. Miguel e D. Salvador, com a condição de a defenderem no caso de ser cercada por inimigos. Por esta altura, Malhadas era vila. O topónimo “Malhadas” encontra-se ainda envolto em diversas dúvidas quanto à sua verdadeira origem.

    Considerando as Inquirições do séc. XIII, esta terra era chamada “Malada”, nome que, tendo por base um documento de 1202, era de mulher. No entanto, nessa época, este termo também significava criado e criada ou certas obrigações pagas ao senhorio em algumas terras. Mais tarde, a este nome, outras significações lhe surgiram, como era o caso de regime pastoril. Malhadas é uma povoação alicerçada na agricultura e na pecuária, possui já um posto zootécnico que faz a riqueza pecuária da região. Esta aldeia possui também um esplêndido cruzeiro e uma magnífica igreja paroquial que nos faz recuar à época romântica. Existe ainda perto da aldeia um castro, conhecido por “Marmolina”.

    Património: Igreja Matriz de Nossa Senhora da Expectação (I.I.P.) Capelas de S. Bartolomeu e de Nossa Senhora das Dores, Atalaia Medieval, Esculturas Rupestres e Lápides, Cruzeiro e Alminhas, Caminho Mourisco, e o Lugar da “Marmolina”.

    Orago: Nossa Senhora Expectação

    Área: 2753 ha

    Atividades Económicas: Agricultura, pecuária, pastorícia, comércio e artesanato.

    Coletividades: Ass. Cultural e Recreativa de Malhadas (Grupo de Pauliteiros); Ass. de Caça; Ass. de Ovinos da Raça Churra Galega Mirandesa e Ass. de Bovinos de Raça Mirandesa.

    Festas: Stº Amaro (15 Jan); S. Sebastião (22 Jan); N. Srª dos Remédios (15 Mai); Santa Bárbara (3º Dom. de Ago).

  • Miranda do Douro

    Empoleirada sobre as margens montanhosas e alcantiladas do rio Douro, surge como uma sentinela atenta, observando, do outro lado do rio, a vizinha província espanhola de Castela e Leão, a cidade de Miranda do Douro.

    Habitada já desde a idade do bronze, Miranda foi uma cidade importantíssima no tempo dos romanos, que lhe deram o nome de Conticum, depois de Paramica, e por fim Seponcia. Conquistada pelos Árabes em 716, estes deram-lhe o nome de Mir-Andul, nome que por deformação se tornou Miranda.

    Reconquistada pelos Lusitanos, a cidade foi reconstruída e fortificada em 1136 pelo rei D. Afonso Henriques, dada a sua importância estratégica e militar, concedendo-lhe foral com muitos privilégios, um dos quais o de ser “couto do reino” ou de “homisIados”, com a finalidade de atrair novos povoadores.

    A 18 de Dezembro de 1286, o Rei D. Dinis,concede novo Foral a Miranda elevando-a a Vila, demarcando o termo do seu concelho, separando-o do Julgado de Algoso, amuralhando-a e acastelando-a.

    O Pontífice Paulo III, a pedido do Rei D. João III, concede por bula de 23 de Maio de 1545 o bispado de Miranda do Douro.

    Nesse mesmo ano e por carta de 10 de Julho, o rei honrou a vila com a Categoria de cidade, acrescentando-lhe novos privilégios e foros.

    A sua importância estratégica fez com que ganha-se relevância em vários conflitos com Espanha e França.

    Em 1640 com a Revolução, fortifica-se de tal forma que se torna a Praça mais bem munida e apetrechada, militarmente do nordeste transmontano.

    Por traição do seu Sargento – Mor, em 1710, que manda abrir ao Inimigo a Porta Falsa, é tomada pelos espanhóis. D. João, conde de Atalaia vai recupera-la um ano depois.

    Decorria o ano 1762, durante a Guerra dos 7 anos ou guerra do Mirandum, nas guerras que opunham Espanha e França contra Inglaterra, Miranda é invadida novamente pelos Espanhóis, depois de Portugal ter recusado renunciar a sua amizade com a Inglaterra.

    Será nesta guerra do Mirandum, mais propriamente no fatídico 8 de Maio de 1762, quando Miranda estava completamente cercada, se dá uma ainda hoje não esclarecida, explosão no Paiol da sua Praça (onde se armazenavam cerca de 1500 arrobas de pólvora), provocando a hecatombe.

    Mais de 400 pessoas, entre militares e civis jazem sob os escombros.Um ano mais tarde o Conde de Lippe, expulsa definitivamente os espanhóis, mas Miranda era uma cidade arruinada, com um aspecto confrangedor, e é então quando em 1764 , o “indigníssimo” bispo D. Aleixo de Miranda Henriques, deixa a cidade e vai viver para Bragança.

    A mudança definitiva da sede de diocese dá-se no ano de 1780.

    A importância de Miranda decaí, caindo numa profunda tristeza durante cerca de dois séculos, da qual só sairia em 1956 com o início das obras da Barragem hidroelétrica, aumentando a população, relançando a economia local, abrindo assim novos horizontes de desenvolvimento, e permitindo a comunicação por via terrestre com Espanha.

    Miranda é hoje uma cidade em franco desenvolvimento, cheia de encanto, de tradições, e de gentes humildes que sempre souberam preservar a sua identidade.

    Miranda é uma referência cultural, social e religiosa de Trás-os-Montes, é “um símbolo secular da vontade lusitana em terras fronteiriças”.

    Localização: Situada na margem direita do rio Douro, a Freguesia de Miranda do Douro é sede do concelho homónimo, no distrito de Bragança.

    A Freguesia de Miranda do Douro é composta essencialmente por cinco povoações: Miranda do Douro, Aldeia Nova, Palancar, Pena Branca, e Vale de Águia.

  • Palaçoulo

    Sede de uma das mais importantes freguesias, com características rurais e industrial localizada na região sudoeste do concelho, implantado ao longo de uma suave colina, é servida em termos de rede viária pela E.M.569, sendo a distância a Miranda (via Duas Igrejas) cerca de 23 km. Faz parte desta freguesia o lugar de Prado-Gatão.

    Os primeiros vestígios pré-históricos encontram-se nas gravuras rupestres do “Passadeiro” e da “Vaqueira”, assim como nos machados de pedra encontrados nas suas imediações. Da proto-história é o castro de “Penha-al-Castro”.

    O nome histórico de Palaçoulo, deriva do étimo latino Palatiu(m), diminutivado para Palaciolu(m). Doou-o o 1º Rei de Portugal, D. Afonso Henriques, no ano de 1172, com o nome de Palaciolo, de que derivou a já muito antiga e actual denominação Palaçoulo.

    Muitas lápides funerárias e outros abundantes achados confirmam a romanização intensa desta localidade. Da sua abundância histórica, sobressai o episódio do “Santo afogado na lagoa“, ocorrido pelo ano de 1790 e conhecido pela expressão emblemática de “inda refunfunhegas, caramonico de mil demónios”.

    Tanto este episódio como o abundante acervo histórico desta localidade encontram-se expressivamente descritos no livro “Mirandês e Caramonico”, de José Francisco Fernandes.

    A anexa de Prado Gatão, cujo nome remonta a documentos da Idade Média, como uma quinta ou simples propriedade de alguém chamado Gatão.

    Património: A Fraga da Moura, Buraco Negro, gravuras rupestres, Passadeiro, Penha do Castro, Castelo da Serra, Estradica, igreja Matriz, capela de N. Srª Carrasco e S. Sebastião, forjas de ferreiros, Orrieta Castilha, cruzeiros, troncos, marras, teares artesanais, o Toural, os Casales. Prado-Gatão: Penhas Negras, igreja Matriz, capela de Stº Cristo e da Maçaneira, Frauga Comunitária, Barroco, caminho das Calçadas, Noras e Cegonhos, cruzeiro, troncos, teares e Casa Grande.

    Anexa: Prado Gatão

    Orago: S. Miguel

    Área: 4044 ha

    Atividades Económicas: Tanoaria, cutelaria, serralharia, construção civil, agricultura, artesanato, oficinas de reparação de automóveis e comércio.

    Coletividades: Ass. Caramonico; Zona de Caça Associativa, Grupo de Pauliteiros e Ass. Caçadores Gatões, Ass. LÉRIAS, Ass. “La Frauga d’les Gatones”.

    Festas: Palaçoulo: S. Sebastião (20 Jan); S. Miguel (8 Mai); N. Sr.ª do Carrasco (15 Ago); Srª Rosário (2 Set); Stª Bárbara (20 Set ou no Dom a seguir);

    Prado-Gatão: Stª Isabel (7 Jul); Stª Bárbara (8 Ago); Srª do Rosário (16 Ago);

  • Vila Chã

    Povoada desde tempos ancestrais, como o comprova a existência de um castro na área da freguesia, é uma terra de tradições, detentora de uma arquitectura típica, caracterizada pela construção granítica. Preserva o característico falar Mirandês que assim designa o nome da sua terra por “Bila Chana”.
    Fonte de Aldeia é uma pequena povoação cujo povoado terá nascido do castro romano acima referido, que existiu no Monte da Trindade e do qual quase não restam vestígios. Segundo o filólogo Leite de Vasconcelos (1858-1941), o documento mais antigo, onde é referido o nome de Fonte de Aldeia, encontra-se na Torre do Tombo, no livro Vl dos contratos, fls. 74-v. (D. João lll, 1528).

    Outrora existiu uma confraria das almas bastante rica e extensa, em Fonte de Aldeia, que até possuía irmandades do vizinho reino de Leão. Cada irmão desta Confraria oferecia uma quantia pré-determinada de cereal que era depositado numa tulha (que ainda hoje existe), e que mais tarde, devido à escassez, servia de empréstimo à Quarta (25%), às famílias que o solicitavam. Além das doze missas anuais, em sufrágio das almas dos irmãos defuntos, (que ainda hoje se mantêm), fazia-se também um oficio, com grande número de sacerdotes.

    Carlos Alves, juiz conselheiro foi uma das figuras ilustres desta freguesia.

    Diogo de Teive (1514-1565) escritor português quinhentista, foi uma das personalidades que marcou a História de Vila Chã de Braciosa, em virtude de ter sido abade da mesma. Esteve ligado ao círculo de humanistas do reinado de D. João lll. Aos doze anos iniciou uma longa carreira de aprendizagem fora de Portugal, tendo estudado em Paris, no Colégio de Santa Bárbara, até 1532. Prosseguiu estudando Direito na Universidade de Salamanca, daí seguindo para Toulouse. A convite do Humanista André de Gouveia lecionou Humanidades, no Colégio de Guiena, em Bordéus, por mais de uma ocasião. Com André de Gouveia colaborou no recrutamento de docentes para o Colégio das Artes que o rei D. João lll fundou em Coimbra, onde, de 1547 em diante, foi professor.

    Ao fim de três anos foi preso, pela inquisição, por suspeita de simpatia, pelo protestantismo. O Santo Ofício condenou-o e obrigou-o a duras penitências, de que só se viu livre por intervenção do Cardeal D. Henrique. Retirou-se, então, para Braga, terra de onde era natural e enveredou pela carreira eclesiástica.

    No entanto, o seu prestígio intelectual fez com que fosse novamente chamado ao Colégio das Artes, chegando a ser principal em 1555, altura em que a escola foi entregue aos jesuítas.

    Ficou famoso como orador e, enquanto escritor, debruçou-se sobre inúmeros géneros literários. Escrevendo sobretudo em latim, foi historiador, pedagogo, autor de obras dramáticas e um poeta que cultivou variados estilos. Das suas obras destacam-se: commentarius de Redus a Lusitanis in Índia Apud Dium Gestis (1548), Opuscula Aliquot Salamanticae (1558, incluindo Ioannes Princeps Tragoedia) e Epodon Sive lambicorum Carminum Libri Três (1565).

    Zé pequeno, já falecido, era uma das personagens típicas da freguesia e um símbolo de Fonte de Aldeia.

    São Cristóvão é o Padroeiro de Vila Chã de Braciosa. Conta-se que nasceu na Palestina, no século lll, filho do rei de Canãa, recebeu o nome de Ofero, tendo crescido no meio pagão. Devido à sua altura e força, entregou-se ao serviço militar.Na esperança de prestar os seus serviços ao senhor mais poderoso do Mundo, serviu inúmeros reis, incluindo, segundo diz Satanás, mas ao ver que o demónio tremia à simples visão da cruz, decidiu viajar, pelo mundo fora, em busca de Cristo. Numa das suas viagens, encontrou um eremita que lhe contou a história de Jesus. Foi, então, que Ofero se converteu, baptizou-se e decidiu dedicar a vida ao transporte dos viajantes que necessitassem atravessar um rio com forte caudal.

    Certo dia chegou até ele um menino, pedindo-lhe que o transportasse para a outra margem do Rio. No começo da trajectória, o menino pesava como uma palha nos seus ombros, porém, à medida que ia avançando no rio, tornava-se, cada vez mais, pesado e Ofero estranhando aquele peso, comentou: “Parece que estou a carregar o mundo inteiro”. Sorridente o menino disse: “Estás a carregar muito mais que o mundo inteiro, estás a transportar o senhor do mundo”. Só depois Ofero reconheceu o pequeno viajante, foi Jesus que mandou cravar na terra o cajado, no qual se apoiava. No dia seguinte, o cajado tinha-se transformado numa palmeira. A partir daquele dia, Ofero mudou o seu nome para Cristóvão, que, em grego, significa “aquele que carrega Cristo” e continuou a fazer o mesmo serviço, de graça, espalhando o nome e a palavra de Jesus Cristo. Por esse motivo, São Cristóvão é representado com uma criança ao colo (o menino Jesus), com uma bola na mão que simboliza o mundo.

    Este Santo teve Culto litúrgico desde o século V, na Igreja do Oriente e de Roma. No ano 450, recebeu uma igreja em sua honra na Calcedónia.

    Retirado do calendário católico em 1969, São Cristóvão continua a ser venerado em todo o mundo como protector dos viajantes e motoristas. Muitos conventos, paróquias e até irmandades têm o seu nome. Apesar de toda esta popularidade, pouco se sabe sobre a sua vida depois do episódio aqui relatado.

    Pensa-se que tenha sido crucificado pelo Imperador Décio no ano 250 DC.

  • Picote

    Picote é um aglomerado milenar com origem num povoado proto-histórico sobranceiro ao Douro, provavelmente o mais Importante dos aglomerados proto-históricos Implantados ao longo do rio. Um antiquíssimo registo de presença humana é a bela inscultura rupestre de um caçador com arco, descoberta recentemente na Fraga do Puio.

    O povoado primitivo estendia-se do Castelhar, na base da colina do Santo Cristo, até à Fraga do Puio. No centro desta zona foi descoberta em 1952 “a porca de Picote”, um berrão ao qual falta a cabeça, tendo escavações posteriores revelado a estrutura complexa de um santuário, provavelmente associado à celebração de ritos de fertilidade, que ainda seriam praticados no século IV.

    Com a reorganização do espaço aquando da ocupação romana ocorre um progressivo mas rápido abandono de outros povoados fortificados Situados no termo, como o castro da Calçada, e o castro do Picão do Diabo, a sul. Nenhum destes dois castros proto-históricos da Idade do Ferro apresenta Sinais de romanização. A concentração destas populações no povoado de Picote/Castelhar concedem-lhe a dimensão que o terá tornado sede de civitas, uma unidade administrativa comparável aos atuais concelhos, embora mais extensa. Durante o Império a civitas que tinha Picote por sede devem abranger o espaço que hoje se designa por Terras de Miranda. As mais de vinte estelas funerárias romanas, esculpidas em mármore num ornamentado estilo distinto e com epitáfios em latim, constituem o maior conjunto do Nordeste português e estão actualmente nos museus de Miranda e de Bragança, tendo sido encontradas junto da actual capela de Santo Cristo e terrenos adjacentes, o que permite supor que no alto dessa colina se localizava a necrópole romana. Foram também encontrados, mas não conservados, restos de construções romanas e um casal rural romano (vila) próximo do Picão de Penha d’Alva.

    E pouco provável que o povoado tivesse sido afectado ou abandonado durante as incursões islâmicas pelo norte da Península. Nestes contextos de maior instabilidade o “castelo” da Escalada, um local com excelentes condições naturais de defesa e onde têm sido recolhidos fragmentos de cerâmica medieval e uma moeda leonesa, poderia ter servido de refúgio temporário às populações ameaçadas. Nas Inquirições do século XIII Picote é sede de paróquia, o que parece atestar que se trata de um aglomerado habitado de forma continuada, mas onde em 1530 se contavam apenas 62 habitantes.

    A mais emblemática construção de origem medieval, mas muito alterada ao longo do tempo, é a capela de Santo Cristo dos Carrascos. Implantada no local elevado que terá sido necrópole romana, a qual poderia estar a ocupar um local de culto ainda mais antigo. Junto à Igreja matriz existem sepulturas medievais esculpidas na rocha, hoje soterradas. Num local ermo e sob uma rocha em pleno monte encontra-se o fresco dos “Santos” (do século XVII), cuja policromia se encontra ameaçada pelas intempéries.

    Em 1796 Picote tinha 71 fogos e 227 habitantes, ocupados na sua maioria na agricultura (90) e em outros ofícios, como é o caso do notável grupo de 8 fabricantes de lã, mas também alfaiates, sapateiros, carpinteiros e ferradores. As Indústrias artesanais necessárias ao trabalho agrícola e à vida quotidiana estavam em atividade ainda em meados do século XX, com destaque para as forjas, os teares, os lagares de Vinho e azeite, os fornos de cozer o pão, os alambiques, os pombais, bem como uma dezena de moinhos de água ao longo do curso da Ribeira que corre para o Douro. O fabrico de telha de barro e a cultura do bicho-da-seda chegaram a ter também alguma expressão. A cestaria, a preparação do linho e da lã para a tecelagem constituíam ocupação tradicional. O trabalho agrícola, feito em base familiar e com recurso a animais de tracção, sempre contou com a colaboração dos vizinhos num sistema de troca de trabalho (“torno a geira”). O perfil rural da vida quotidiana está bem expresso no importante núcleo de casas rurais que ainda subsistem na parte antiga da aldeia, geralmente de dois pisos e pequenas janelas, com a sua varanda frontal em madeira e escadas em pedra, ou então construídas em torno de um curral com divisões de habitação, celeiro, armazéns de forragens e palheiro dos animais.

    O último surto de desenvolvimento da freguesia ocorreria entre 1953 e 1958 com a construção da barragem, que no seu, início suscitou forte reação da população. A continuada emigração, primeiro para o estrangeiro e atualmente para as grandes cidades, reduziu fortemente a população residente, mas também contribuiu para o crescimento e expansão da área residencial. A agricultura, os serviços, o comércio e alguma indústria, são as principais atividades da população atual.

    O Barrocal do Douro, aldeamento construído para os serviços e funcionários da barragem hidroelétrica, é um notabilíssimo exemplo da arquitetura modernista portuguesa e do urbanismo planificado dos anos 50 e 60 de que são exemplo emblemático a Pousada (desativada), a Capela e casas de habitação.

    A secular ocupação do espaço humanizou a paisagem, com a criação de solos de cultivo e pastagem, demarcados pelo rendilhado da divisão dos terrenos com intermináveis muros de pedra e uma Labiríntica rede de caminhos mais ou menos marcados pelo uso.

  • São Martinho de Angueira

    São Martinho de Angueira fica situado num vale a cerca de 20 quilómetros da sede do concelho e abrange uma área de 3700 hectares. Tem como freguesias limítrofes Angueira e Avelanoso que pertencem ao concelho de Vimioso e Cicouro, Constantim, Póvoa e Genísio do concelho de Miranda. A norte faz fronteira com Espanha, mais concretamente com a vila de Alcanices.

    Os primeiros registos históricos desta freguesia do sec, XV, mais concretamente no ano 1437 e mais tarde, no sec CVIII, sabe-se que ela constituída pelos lugares de S. Martinho e de Angueira. Posteriormente, a paróquia de Angueira tornou-se independente, mas a freguesia, como o próprio nome indica manteve o seu nome.

    O povoamento desta freguesia remonta, segundo estudos arqueológicos, à época proto-histórica. Os vestígios encontrados tratam-se de dois castros, conhecidos por gago e Cocoia e, para além destes, supõe-se que no Loval, onde assenta a capela de Santa Cruz, terá existido um terceiro castro. Num documento, datado de 1758, padre Luís Cardoso escreveu que eram visíveis, no local, restos de fortificações, tais como “um fosso e um cerco de pedra da altura de uma vara”.

    Diz o povo que no castro de cocoia foram encontrados objectos valiosos, como por exemplo um martelo de ouro e algumas bolas do mesmo material e, para alem disso apareceram também cornos de veado.

    Na descoberta da origem do nome da freguesia. Pinho Leal explica que Angueira terá surgido como uma corrupção de Engueira ou Engeira, palavra portuguesa que significa serviço prestado pelo colono ao seu senhorio.

    Até 1998, nunca a freguesia teve ou utilizou qualquer tipo de brasão ou bandeira que não fosse a bandeira e o escudo nacionais. No momento de decidirem a escolha do brasão, conforme declara a Acta nº11, de 11 de Novembro de 1998, não se sentiram grandes dificuldades nos vários elementos a serem inseridos, daí terem sido escolhidos a Cruz, como símbolo religiosidade do povo, evocativa da “cruz da Costa” e da Capela de Santa Cruz e a predominância da cor branca, símbolo da pureza de espíritos dos residentes, pureza do ar, das águas e do ambiente em geral.

    Em termos de património a freguesia de São Martinho de Angueira conta com um conjunto arquitetónico, do qual se destaca: a Igreja Matriz, a capela de Santa Cruz ou a Capela de Santo Cristo e os Cruzeiros.

  • Póvoa

    Implantada numa várzea rural, a cerca de 11 Km a Nordeste de Miranda do Douro, à qual está ligada pela E.M. 543. É o coração do Planalto Mirandês e está na orla do parque Natural do Douro Internacional, ao qual pertence em parte.

    O povoamento do seu território terá ocorrido na época dos romanos, face a vários vestígios arqueológicos encontrados e também com alguma influência mourisca.

    É atravessada por uma antiga estrada romana, conhecida como estrada mourisca.

    Nela se encontram várias pegadas do mouro ou do diabo.

    Na freguesia encontra-se o Santuário de N. Srª do Naso, padroeira dos mirandeses, constituído pela igreja, 5 capelas e um miradouro natural. Aqui se realiza nos dias 6, 7 e 8 de Setembro uma tradicional romaria. Aldeia de rica tradição religiosa, é a aldeia do distrito com mais cruzeiros. É rica em artesanato e terra de muitas tradições culturais como o teatro Popular Mirandês ou “Colóquios”, as danças de pauliteiros e os tocadores de gaitas de foles. A orígem do seu topónimo leva-nos a crer que aqui tenha havido terras de sesmarias, visto que o nome de Póvoa deriva do latim “Popula”, o que significa “terra entregue para ser povoada”.

    Património: Igreja Matriz, Santuário de N. Srª do Naso, Capelas de N. Srª das Dores e do Divino Espírito Santo, vários cruzeiros, dos quais se salientam os do Cano, Poceirão e do largo da Igreja, estrada romana, pegadas do mouro, Poço dos Mouros no Naso e alguns poços romanos, ruínas de moinhos, fráguas, lagares e vestígios do santuário abandonado de N. Srª do Picão do qual se encontram ainda 12 estrelas lembrando as 12 aparições da Vírgem.

    Orago: S. Sebastião

    Área: 2242 ha

    Atividades Económicas: Agricultura, pecuária, construção civil, artesanato (tecelagem e cestaria) e comércio.

    Colectividades: Grupo Cultural Recreativo ”Renascer das Tradições”, Grupo de Pauliteiros, Grupo de Gaiteiros “Stronca Jugs” e Associação de Caça e Pesca.

    Festas: N. Srª do Rosário (1º Dom. Out.), Stª Estevão (soltei.-26 Dez), Santo Amaro (casados 15 Jan). Romaria: N. Srª do Naso (6,7 e 8 Set).

    Feiras: Mensal (22 de cada mês), Anual no Naso (6,7 e 8 Set).

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