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Palos an Riba – Encontro de Pauliteiros Mirandeses

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11 Julho 2016

 

Palos an Riba – Encontro de Pauliteiros Mirandeses

 

Miranda do Douro, prepara-se para receber o 1º Encontro de Pauliteiros Mirandeses “Palos an Riba”, no próximo dia 15 de julho, às 21 horas, no Largo D. João III. O objetivo deste evento passa por reunir o maior número de Pauliteiros do concelho de Miranda do Douro, ao mesmo tempo que se propõe a cada um, dos grupos, dançarem três lhaços, sendo um eles comum "L Mirandun".

A autarquia de Miranda do Douro, pretende gravar este momento e perceber o a uniformização desta dança guerreira, ao mesmo tempo que se pretende clarificar conceitos e desmontar ideias feitas erróneas sobre muitos dois aspetos relacionados com a dança de paulitos.

Por isso, a edilidade quer (re)forçar esta imagem de marca ao mesmo tempo que estimular uma cultura, uma história, uma tradição e uma economia.

A melodia "vou a Miranda ver os pauliteiros" entrou nos ditos da cultura musical e oral  popular local, nacional e internacional. Ninguém resiste pelo menos uma vez, seja pelo inusitado dos mancebos vestidos de saia, chapéus adornados, lenços floridos e as camisas rendadas, indumentária estilizada ao longo do tempo, seja pela vivacidade das danças e sonoridades muito próprias.

Perdeu-se nas brumas do tempo a origem desta dança guerreira, que alguns consideram ter vindo da Transilvânia ou que remontam às lutas greco-romanas. Desconhece--se há quantos séculos a dança resiste, apesar de todas as dificuldades.

Os pauliteiros, que já mostraram a sua arte por Espanha, França, Alemanha, Bélgica, Suíça, Itália , Angola, Canadá e Estados Unidos, são agora mistos, com rapazes de várias aldeias e até mesmo com grupo de Pauliteiras.

Por isso, chamamos a atenção para esta causa, criar uma onda de “força”, que caracteriza esta dança, para uns guerreira e para outros sagrada, e ao mesmo tempo romântica, uma vez que outrora esta dança “mística” era executada por rapazes solteiros nas festas das colheitas e os, agora, tradicionais lenços, eram oferecidos pelas jovens namoradas aos moços dançadores como prova de “amor”.

Vamos, portanto, fortalecer, essa ideia e apelar à criatividade dos grupos e da população ao mesmo tempo que fomentamos uma tradição mirandesa, e direcionamos o concelho para o turismo, proporcionando uma imagem de Miranda do Douro culturalmente atrativa e apaixonante.

 

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