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Abril – Mês da prevenção dos maus-tratos Infantis

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05 Abril 2016

À semelhança do que acontece nos Estados Unidos da América há mais de 30 anos e, mais recentemente, em diversos países europeus, a CPCJ de Miranda do Douro, em parceria com o Município mirandês, vem junto da comunidade desenvolver uma série de atividades para assinalar o mês de abril, como o mês da prevenção dos maus tratos infantis. Destaque para o dia 29 de abril, onde a Casa da Música Mirandesa recebe uma sessão de esclarecimento alusiva ao tema “Maus Tratos na Infância”, durante o período da manhã. Já depois de almoço, a população mirandesa, bem como a comunidade escolar são convidadas a participar na criação de um Laço Humano e posterior largada de balões no Largo D. João III.

Pretende-se, desta forma, consciencializar a comunidade para a importância da prevenção dos maus-tratos na infância, do fortalecimento das famílias, no sentido de uma parentalidade positiva e ainda do fundamental envolvimento comunitário.

Recordo que a Campanha do Laço Azul, que teve início 1989, na Virgínia, E.U.A. quando uma avó, Bonnie W. Finney, amarrou uma fita azul à antena do seu carro para fazer com que as pessoas se questionassem.

A razão que levou esta avó a tomar tal atitude foi o facto de o seu neto ter sido morto, de forma brutal, por espancamento, e a sua neta também ser vítima de maus-tratos. Quando questionada do porquê da cor azul esta deu conta de que, apesar do azul ser uma cor bonita, lembrava-lhe os corpos batidos e as nódoas negras dos seus dois netos. O azul servir-lhe-ia como um alerta constante para a sua luta na proteção das crianças contra os maus tratos.

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Esta é a mensagem que queremos deixar, cientes de que o efeito da preocupação de um único cidadão pode ser eficaz no despertar das consciências da população, relativamente aos maus-tratos contra as crianças, na sua prevenção e na promoção e proteção dos seus direitos.

Proteger crianças e promover os seus direitos é dever de todos. Por isso, vamos erguer a voz contra os maus-tratos e defender a criança como um cidadão de pleno direito e um sujeito de direitos.

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